Hoje, no quadro Conversa com o Autor, vamos conhecer o trabalho da Thaís Vida, estagiária da ProBiodiversa Brasil e coautora de um estudo que investiga como o alumínio influencia o desenvolvimento de uma espécie nativa do Cerrado.
O artigo “O alumínio modula a plasticidade morfofisiológica de Borreria latifolia (Aubl.) K. Schum. (Rubiaceae), uma planta herbácea que hiperacumula esse metal” avaliou as respostas morfológicas e o crescimento de Borreria latifolia sob diferentes concentrações de alumínio e condições de pH.
Embora o alumínio seja geralmente associado à toxicidade em plantas cultivadas, algumas espécies nativas conseguem acumulá-lo em grandes quantidades. Os resultados deste estudo indicam que, para Borreria latifolia, a presença do alumínio está associada a processos fisiológicos importantes para o desenvolvimento da planta.
O estudo foi desenvolvido a partir de experimentos em hidroponia e identificou a presença de alumínio em tecidos metabolicamente ativos, incluindo núcleos de células meristemáticas das raízes e cloroplastos. A ausência de suplementação com alumínio também esteve relacionada a alterações na estrutura das raízes e ao desenvolvimento da planta.
O trabalho faz parte da tese da Dra. Elen Ximenes e foi desenvolvido no Laboratório de Morfofisiologia Vegetal, em parceria com o Núcleo de Microscopia e Microanálise e o Laboratório de Anatomia Vegetal.
O estudo contribui para ampliar o conhecimento sobre os mecanismos de adaptação de plantas nativas a solos ricos em alumínio e pode apoiar pesquisas futuras em conservação da flora, fitorremediação e melhoramento de espécies cultivadas em solos ácidos.
O artigo está disponível em
https://link.springer.com/article/10.1007/s40415-026-01150-6





